Aprenda a controlar as despesas do dia-a-dia com um orçamento familiar

Se o seu dinheiro insiste, teimosamente, em desaparecer antes do final do mês, é sinal de
que precisa de colocar em prática estratégias de controlo das suas contas.

Sem necessitar de grandes engenharias financeiras ou o auxílio de peritos em economia, o
processo é bem mais simples do que possa imaginar e passa, por exemplo, pela criação de
um orçamento familiar
.

Para quem é novo nestas andanças e não sabe por onde começar a criar o seu orçamento
familiar, ao longo deste artigo vamos ajudá-lo nesta tarefa.
Venha daí poupar!

Como criar um orçamento familiar?


Passo 1: identificar as suas fontes (fixas ou não) de rendimento

O primeiro passo a tomar para criar um orçamento familiar passa por identificar as suas
fontes de rendimento, sejam elas fixas ou não.

Por exemplo, o salário que aufere mensalmente ascende aos 800 euros, mas como também
desenvolve uma atividade paralela como freelancer que lhe rende cerca de 200/400 euros
mensais, as suas receitas serão de 1200 euros no total.

Receitas fixas: 800,00€
Receitas variáveis: 400,00€
Total: 1200,00€


Passo 2: identificar as suas despesas fixas mensais

Depois da rúbrica correspondente às receitas, o segundo passo consiste na identificação
das suas despesas mensais fixas, isto é, aquelas despesas que se repetem todos os meses,
como por exemplo as contas da eletricidade, gás, água, telecomunicações ou de reembolso
de créditos:

Eletricidade: 65,00€
Gás: 25,00€
Água: 20,00€
TV&Internet: 60,00€
Créditos: 500,00€
Condomínio: 25,00€
Alimentação: 200,00€
Total: 895,00€


Neste ponto convém abrir um parêntesis par lhe dar uma dica de poupança em relação aos
créditos que eventualmente lhe pesem de forma permanente na rubrica das despesas.

Quando tem mais do que um crédito contratualizado e, consequentemente, mais do que
uma prestação para pagar todos os meses, isto pode tornar-se perigoso para a sua taxa de
esforço (Encargos financeiros / Rendimento Líquido Total do Agregado x 100).
Caso esta taxa ultrapasse os 50% (limite considerado como saudável pelo Banco de Portugal), está
na altura de consolidar créditos.
Na prática, um crédito consolidado pode permitir-lhe uma poupança efetiva com as
mensalidades e simplificar os pagamentos mensais, uma vez que esta solução garante-lhe
uma taxa fixa, um prazo fixo e uma única prestação mensal.

Uma das soluções de crédito consolidado mais competitivas do mercado nacional é o oferecido pelo UNIBANCO, que lhe vai permitir pedir um financiamento entre 5.000€ e 75.000€ e prazos de reembolso de 24 a 84 meses para cobrir os restantes créditos e ficar a pagar apenas uma mensalidade com taxas de juro mais reduzidas. 

De modo a ajudá-lo nesta tarefa, na página de crédito consolidado do UNIBANCO, marca da UNICRE – instituição financeira de crédito, encontra um simulador de crédito consolidado que lhe permite calcular o valor de mensalidade para diferentes valores de financiamento e prazos de pagamento. Caso a proposta lhe agrade, pode partir imediatamente para a solicitação desta solução de crédito, uma vez que esta marca da UNICRE permite a adesão 100% digital a todos os seus serviços.


Passo 3: identificar as suas despesas variáveis

À lista de despesas fixas vai, agora, adicionar as suas despesas variáveis, como compras
únicas (roupa, calçado, cabeleireiro, etc.)
Imagine que, por exemplo, o conjunto das suas despesas variáveis corresponde a uma
média de 100 euros por mês.

Assim, temos:
895,00€ (despesas fixas) + 100,00€ (despesas variáveis) = 995,00€


Passo 4: subtrair o total das receitas ao total das despesas

De modo a perceber com quanto dinheiro pode contar no
final do mês.

Assim, teremos:
1200,00€ (receitas totais) – 995,00€ (despesas totais) = 205,00€

Como se pode perceber pelos cálculos efetuados, entre o deve e o haver, acaba por ficar
com 205 euros disponíveis para poupança.


Passo 5: ajustar o orçamento

Caso, no fim das contas, verificar que não consegue poupar ou poupa menos do que aquilo
que desejaria pode, como vimos anteriormente, optar por fazer uma consolidação de
créditos para baixar a sua taxa de esforço e ficar com apenas uma prestação de crédito
mensal, renegociar as contas do mês, como os contratos de energia, água e gás, perceber se
necessita de todos os serviços de telecomunicações que utiliza ou definir limites mais
baixos para as despesas variáveis, por exemplo.

Passo 6: cumprir o orçamento

Tal como acontece com aquilo que estamos habituados a ver, por exemplo, no Orçamento
de Estado, o passo mais difícil é cumprir aquilo que estipulamos.
O orçamento familiar não é diferente e, depois de o termos definido, é possível que
cativemos algum do dinheiro da poupança que ele nos garantiria para uma despesa
inesperada ou uma extravagância.
Assim, se está mesmo apostado em poupar e fazer o dinheiro durar ao longo do mês,
torna-se importante que cumpra o que definiu.


Deixo-vos aqui um excel que podem fazer download e começar já hoje a construir o vosso orçamento familiar 🙂

Eliminem e adicionem linhas de modo ao orçamento se ajustar à vossa família.

Clique aqui para fazer download

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