O ano passado passei um fim-de-semana no Talasnal, desta vez a aldeia escolhida foi a de Gondramaz.  Esta é uma aldeia “perdida”,  à volta não existe civilização, apenas Natureza.

Após as Aldeias do Xisto terem passado por período de desertificação e abandono, hoje assiste-se a um repovoamento e renovação das casas e respectivas comunidades para fins turísticos. Uma aldeia de xisto, toda restaurada. As aldeias encontram-se restauradas e com imensas casas rurais.

Escolhemos a casa rural Mountain Whisper e ficamos na Casa Mãe, quando chegamos à noitinha e os aquecedores estavam ligados e a lareira estava a chamar por nós espera. A casa tinha um vidro de cima a baixo com vista direta para a Serra. A decoração era de bom gosto, simples e acolhedora, quase que nos sentimos em casa e a verdade é que com o frio que se fazia sentir, nem nos apetecia muito sair da mesma.

No dia seguinte o tempo deu tréguas e estava um belo dia de sol para a nossa caminhada pelos trilhos.  Apressamo-nos a tomar o pequeno-almoço e a preparar as coisas para a caminhada que apesar de curta foi um desafio. Um trilho bem mais difícil do que aquela que fizemos no Talasnal, com encostas íngremes e um piso escorregadio que passava pelo Penedo dos Corvos, com uma espectacular vista sobre o vale.

Antes de dares início à caminhada certifica-te que levas contigo o essencial:
– Água;
– Snacks;
– Sapatilhas de Montanha ou Trail;
– Roupa adequada ;
– Bastão de caminhada, para percursos mais longos e para quem tiver mais dificuldades;
– Proteção solar (mesmo no Inverno);
– Um relógio com GPS, para te conseguires orientar pelo caminho;

No Domingo aproveitamos o dia para visitar os pontos das instalações “Isto é Lousã“, fomos ao Baloiço do Trevim, às letras no Chiqueiro, e à moldura. Aproveitamos para almoçar por Mirando do Corvo e com muita pena voltamos para casa. A verdade é que não queríamos deixar a Lousã. É para aqui que dá vontade de fugir todos os anos, de tudo e de todos (nem rede há). Aqui encontramos a paz, sossego e renovamos energias.

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Para quem não conhece as Aldeias do Xisto espalham-se pelas Serras da Lousã e do Açor, até perto da Serra da Estrela.
Chamadas do Xisto, por ser esta a pedra usada na construção das casas.
Este fim-de-semana fomos descobrir a Talasnal, uma das 27 Aldeias do Xisto.

Estas aldeias passaram por um período de desertificação e abandono em meados do Séc. XX, mas hoje assiste-se a um repovoamento e renovação das casas e respectivas comunidades para fins mais turísticos, escondidas entre serras e montes de vegetação densa, as aldeias do xisto são um dos nossos segredos mais bem guardados.

Aconselho-vos a reservar antecipadamente o alojamento e o almoço/jantar. Existe (ainda) pouco oferta a essa nível, sobretudo de restauração.
A aldeia do Talasnal tem apenas dois restaurantes e um bar (que fecha cedo), e um dos restaurantes só mesmo com reserva, o famoso restaurante da Ti’ Lena.
Ficamos acolhidos na Casa Princesa Peralta, uma casa típica, mas toda renovada por dentro oferecendo assim todos os confortos necessários à estadia, à excepção de uma coisa: I-N-T-E-R-N-E-T!
Nestas aldeias é muito difícil conseguirem rede, quanto mais internet. Por isso, quando quiserem desligar do mundo, fica aqui um spot fantástico! Vão ainda descobrir que o Talasnal é uma aldeia com mais gatos do que pessoas.

Ao chegar à Aldeia parece que entramos num mundo mágico, primeiro perdidos pela beleza da mesma e depois fascinados com as suas histórias, artes e tradições.

O encanto de uma Aldeia do Xisto está na Natureza pura que a rodeia, por isso fomos aproveitar este belo tempo e descobrir um pouco aquilo que a Natureza de melhor tem para nos oferecer.
O Sábado de manhã começou com uma bela caminhada de cerca de 13km (Talasnal – Candal – Talasnal). Um dos percursos foi pelo meio da floresta e o percurso da vinda foi feito pela estrada, não tão bonito e menos desafiante, mas após aquele percurso soube bem ir por terreno “certo”.

Para além dos vários benefícios que uma caminhada na Natureza tem para oferecer, podemos aliar isso a uma paisagem deslumbrante. Os percursos encontram-se bem sinalizados, por isso não há nada que enganar se te quiseres aventurar e faze-los com autonomia, foi isso que nós fizemos e correu tudo bem.

Antes de dares início à caminhada certifica-te que levas contigo o essencial:
– Água (podes reabastecer nas aldeias);
– Snacks e Lanches;
– Umas boas sapatilhas de Montanha ou Trail;
– Roupa adequada e confortável;
– Bastão de caminhada, para percursos mais longos e para quem tiver mais dificuldades;
– Proteção solar: Um chapéu, uns óculos e protetor solar;
– Um mapa ou um GPS, para te conseguires orientar pelo caminho;

Para além das caminhadas podes ainda desfrutar de outras alternativas como: canoagem, escalada, rappel, slide, circuitos de BTT, entre outros.

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Uma coisa é certa, nunca mais serás o(a) mesmo depois de visitar as Aldeias do Xisto.

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